Semana da Saúde 2012


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Pesquisa inovadora em Reprodução Animal


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Uma pesquisa com bovinos possibilitou a visualização inédita de óvulos no interior de folículos ovarianos em vacas vivas (exame in vivo). A técnica utilizada foi a Ultrassonografia Biomicroscópica (UBM) e abriu a possibilidade de avaliação dessas estruturas antes mesmo da ovulação. O resultado da pesquisa foi publicado em artigo, na edição de março de 2012, do periódico internacional Animal Reproduction Science, da editora Elsevier. O estudo foi realizado na Universidade de Saskatchewan, no Canadá, pelos pesquisadores da Embrapa Luiz Francisco Machado Pfeifer (Embrapa Rondônia) e Luiz Gustavo Bruno Siqueira (Embrapa Gado de Leite).

Pfeifer explica que os resultados obtidos são extremamente importantes, pois a visualização de componentes do ovário, com definição próxima da microscópica, em tempo real e no animal vivo, pode permitir o estudo da dinâmica de crescimento dos folículos. "Com a obtenção da imagem dos óvulos abre-se a possibilidade de começar avaliar a qualidade, o desenvolvimento e as características do óvulo no decorrer do período folicular", destaca o pesquisador.

O trabalho traz novas perspectivas para avanços no estudo da fisiologia ovariana em bovinos porque, através da UBM, é possível identificar e acompanhar, passo a passo, o início do desenvolvimento de folículos muito pequenos, em tamanho inferior a 1 milímetro, o que não era possível com a ultrassonografia convencional.
ovario - foliculo ovariano primordial
Corte histológico de um ovário humano. Com a nova técnica poderá se analisar o desenvolvimento desses pequenos folículos no animal vivo, não ficando restrito apenas  a histologia, onde o animal está morto.
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"Atualmente, quando temos o resultado negativo para prenhez, não há como apontar onde exatamente foi o problema, se no sêmen ou na qualidade do óvulo. O resultado desse estudo possibilita a prospecção de novas técnicas, lembrando que o que conseguimos até agora foi apenas ter acesso a essa estrutura", enfatiza Pfiefer.

Outra possibilidade futura, de acordo com o pesquisador, é que os tratamentos hormonais utilizados para inseminar vacas em tempo-fixo (IATF) podem ser melhor estudados com a possibilidade de acessar as imagens e a qualidade dos óvulos antes da ovulação.


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Novos fármacos encontrados em aranhas, vespas e abelhas


As toxinas produzidas por animais venenosos contêm compostos que podem ser aproveitados no desenvolvimento de uma ampla gama de fármacos e inseticidas. Mas, para que isso seja possível, é preciso identificar compostos de interesse, desvendar suas estruturas moleculares, realizar a síntese das moléculas em laboratório e, por fim, realizar testes clínicos.
Durante quatro anos, um grupo de pesquisadores se dedicou à identificação e elucidação da estrutura molecular de cerca de 200 peptídeos e proteínas, além de 140 pequenas moléculas encontradas no veneno de diferentes grupos de aranhas, vespas e outros artrópodes venenosos do Brasil.
Realizado no âmbito do programa BIOTA-FAPESP, o Projeto Temático "Procura de compostos líderes para o desenvolvimento racional de novos fármacos e pesticidas a partir da bioprospecção da fauna de artrópodes brasileiros", financiado pela FAPESP, foi coordenado por Mario Sergio Palma, professor do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP).
De acordo com Palma, além de prospectar novas moléculas, os cientistas envolvidos com o projeto aprofundaram estudos dos mecanismos de ação das toxinas e ganharam experiência com novas técnicas de síntese de peptídeos e de pequenas moléculas.
“Além dos resultados de pesquisa extremamente positivos, o projeto possibilitou a montagem de uma unidade de síntese de peptídeos, produziu 10 teses de doutorado, 13 dissertações de mestrado e teve a participação de seis pós-doutorandos e 14 bolsistas de iniciação científica”, disse à Agência FAPESP.
Segundo Palma, que é químico de formação, o trabalhou realizado pelo grupo, por ser essencialmente multidisciplinar, exigiu o constante estabelecimento de parcerias com pesquisadores de áreas como fisiologia e farmacologia. Embora envolvesse apenas dois grupos permanentes - da Unesp em Rio Claro e Rio Preto -, com quatro pesquisadores seniores, o grupo criou tentáculos em diversas áreas e instituições.
“Toda a infraestrutura gerada pelo Temático - que permitiu o aprimoramento de técnicas de análise de estrutura e espectrometria de massas - gerou a consolidação dos nossos laboratórios. Durante os quatro anos do projeto, pesquisadores de 63 instituições diferentes utilizaram nossas instalações, multiplicando as publicações relacionadas ao nosso trabalho”, afirmou.
O Projeto Temático teve dois focos principais: as macromoléculas de biopeptídeos e proteínas - que têm interesse para aplicações na indústria química e farmacêutica - e as pequenas moléculas. A equipe se dividiu entre os dois focos e trabalhou com artrópodes venenosos de diferentes grupos, incluindo aranhas, vespas, abelhas e formigas.
“Fomos procurar, fundamentalmente, drogas que têm ação neurotóxica. Quando se compreende a estrutura e a ação dessas substâncias, com uma pequena modificação é possível fazer com que elas tenham ação neuroprotetora”, explicou Palma.
No decorrer da evolução, a estrutura das toxinas evoluiu para se adaptar à estrutura das células dos animais que deveriam ser atacados, ou dos quais era preciso se defender. Assim, em geral, para compreender a ação da toxina, é preciso não apenas desvendar sua composição, mas entender todo o contexto no qual ela atua.
“Trabalhamos, por exemplo, com dois tipos de aranhas: as construtoras de teias aéreas e as errantes - que vivem no solo e caçam. A composição dos venenos de cada uma delas é muito diferente, já que são utilizados com finalidades e estratégias distintas”, disse Palma.
As toxinas das aranhas que vivem longe do chão têm poucas proteínas e peptídeos, mas são cheias de pequenas moléculas orgânicas muito parecidas com as toxinas das plantas. As aranhas do gênero Nephila, que fazem grandes teias amareladas e douradas, foram o primeiro alvo dos estudos.
Aranha do gênero Nephila
“As gotículas viscosas na teia das Nephila servem para prender pequenos insetos e também para lubrificar e favorecer a flexibilidade da teia. São compostas de um conjunto de vesículas feitas de lipídios por fora e preenchidas com toxinas”, disse.
Os cientistas estudaram como esses lipídios reagem com o exoesqueleto dos insetos presos pelo visgo, removendo a cera que o protege e colocando-o em contato com as neurotoxinas, paralisando o animal.
“Essas substâncias são inseticidas poderosíssimos. Encontramos ali moléculas interessantes, que são alcalóides retirados pelas aranhas de suas presas, que por sua vez os sequestram dos alcalóides das plantas. Uma vez que a aranha obtém o alcalóide, ela introduz modificações em sua estrutura, produzindo as neurotoxinas”, explicou Palma.
Essas aranhas só consomem proteína fresca, por isso não matam as presas. É preciso injetar nos insetos um veneno paralisante, guardando-o para os momentos de fome. Além disso, a aranha produz toxinas diferentes de acordo com o período do ano, sempre de forma coerente com o tipo de presa disponível.
“Observamos que as toxinas usadas para provocar a paralisia produzem muitas estruturas químicas diferentes. Nesse grupo de aranhas, elucidamos a estrutura de 106 moléculas”, contou o coordenador do projeto.
Três das toxinas descobertas, que causam paralisia transitória, mostraram-se especialmente interessantes quando testadas no sistema nervoso de ratos e camundongos.
“Usamos modelos de epilepsia e descobrimos que essas três drogas têm efeitos antiepiléticos promissores. Um trabalho sobre isso foi publicado na revista Brain Research”, disse Palma.
O modelo se mostrou tão promissor que o grupo estabeleceu uma parceria com o professor Jaderson da Costa, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), para testá-lo em modelos in vitro de tecido de cérebros humanos com epilepsia refratária.


Doenças neurodegenerativas

Os aspectos evolucionários convergentes entre plantas e aranhas também foram estudados nas chamadas aranhas coloniais, como a Parawixia bistriata, que fazem teias em plantas do gênero Banisteriopsis. Diferentemente das Nephila, que têm teias perenes, essas outras produzem as teias e as destroem diariamente.
 Aranha do gênero Parawixia bistriata

“Encontramos um grande volume de alcalóides no veneno dessas aranhas e passamos a estudar o mecanismo de ação dessas moléculas, que provocam convulsões quando aplicadas em camundongos, ratos e coelhos. Descobrimos que o mecanismo envolve os canais de cálcio dos neurônios”, contou Palma.
Em doenças como Parkinson e Alzheimer, os neurônios degenerados têm um defeito morfológico que mantêm seus canais de cálcio abertos permanentemente, provocando uma metilação ininterrupta que causa tremores.
“O envenenamento produzido pela aranha tem um efeito muito parecido. Mapeamos o cérebro dos animais intoxicados e, com um marcador, localizamos a região onde a toxina se acumula. Verificamos que ela produz a morte do animal por excesso de íons cálcio”, afirmou Palma.
Entre o grupo das aranhas que vivem no solo, como as armadeiras, o grupo da Unesp isolou uma substância com estrutura química pouco comum na natureza. Trata-se de um composto não peptídico, não protéico, de baixa massa molecular e que aparentemente não tem toxicidade, mas atua sobre os canais iônicos.
“Testamos a substância no laboratório da PUC-RS, em ratos, e descobrimos que se trata de uma droga antiepilética ainda mais potente que a anterior. Estamos aguardando a autorização para realizar estudos em modelos humanos”, disse.
Os pesquisadores descobriram também, em vespas, uma neurotoxina capaz de paralisar e matar alguns insetos, ao agir no receptor de glutamato - uma classe de moléculas que recebem o principal neurotransmissor que estimula o cérebro.
“Há várias subfamílias e subtipos de vespas. Em um deles, descobrimos essa droga, que existe de forma modificada no sistema nervoso de mamíferos. Esse composto se mostrou um potente inibidor de crises epiléticas em modelos animais in vitro. Trabalhamos agora no processo de síntese dessa substância e estamos aguardando autorização para administrá-la em modelos animais in vivo”, disse Palma.
No veneno das vespas da espécie Polybia paulista, conhecidas como “paulistinhas”, o grupo de cientistas encontrou uma substância do grupo fenilmetilamina, semelhante a drogas utilizadas para controlar o apetite.
“A substância é um isômero estrutural de certas anfetaminas usadas para o controle do apetite e proibidas no Brasil. É parecida também com as drogas ilegais usadas em raves”, disse Palma.
No veneno de abelhas, os cientistas da Unesp descobriram grandes moléculas com notável reatividade a anticorpos da imunoglobulina. Segundo Palma, nunca se conseguiu produzir um soro para veneno de abelhas, pois o mecanismo de ação do veneno era desconhecido.
“Elucidamos a composição das proteínas do veneno e conseguimos entender todas as etapas do processo de envenenamento. A partir daí, fizemos uma parceria com a divisão de soros do Instituto Butantan e com o grupo de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) e produzimos o soro. Temos agora a primeira patente de soro de veneno de abelha do mundo, que já foi outorgada. Estamos transferindo o know-how para a divisão de produção de soro do Butantan para planejar a produção em escala”, disse.
Na vertente do projeto voltada aos peptídeos, duas substâncias isoladas a partir de venenos de vespas tiveram destaque especial: peptídeos antibióticos e uma nova família de peptídeos muito pouco conhecida até agora, com ação potente em células pancreáticas. O trabalho foi feito em parceria com o professor Everardo Magalhães Carneiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em diabetes.
“Pode ser um modelo interessante para ajudar em certos casos de diabetes que são provocados pelo fato de a glândula produtora de insulina não conseguir secretar a substância. Talvez esses peptídeos sejam adjuvantes interessantes para auxiliar a liberação natural de insulina”, afirmou Palma.


 Fonte: Estadão

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Médico Veterinário inserido no NASF


Vitória da classe após empenho do CFMV em ações junto ao Governo Federal

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A partir de agora, qualquer município brasileiro poderá contar com o Médico Veterinário entre os profissionais que formam os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasfs). A portaria que autoriza a inclusão do Médico Veterinário no Nasf foi publicada nesta segunda-feira, dia 24 de outubro, no Diário Oficial da União pelo Ministério da Saúde.

Essa é uma vitória da classe Médico-Veterinária capitaneada incansavelmente pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) junto ao Governo Federal em diversas esferas. “Com essa nova determinação qualquer Secretário de Saúde municipal poderá incluir o Médico Veterinário em seus quadros de atuação para a saúde da família”, comemora o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda. Dentre as atribuições, Arruda lembra que o Médico Veterinário tem profundo conhecimento sobre as doenças transmitidas e veiculadas por animais, as chamadas zoonoses. Sendo assim é um profissional imprescindível para regiões endêmicas atingidas por males como a leishmaniose, a leptospirose, a dengue entre outras.

O profissional também contribuirá com o Nasf em ações preventivas de benefício à saúde da população e na atenção em relação aos produtos de origem animal, principalmente para garantir a sanidade. Para a classe de Médicos Veterinários abre-se um novo campo de atuação, já que o Brasil conta com mais de 5.000 municípios.

O CFMV lembra que a inclusão do Médico Veterinário no Nasf também contou com apoio da então Senadora Gleisi Hoffmann, que agora ocupa o cargo de Ministra Chefe da Casa Civil, dentre outros parlamentares e organizações. O CFMV também agradece ao Ministro da Saúde Alexandre Rocha Santos Padilha que, no primeiro semestre, recebeu este Conselho para tratar sobre o tema.

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Produção Leiteira associada ao Bem estar animal


Atualmente, a produção de leite, no Brasil, passa por uma grande transformação em virtude da nova realidade econômica mundial, com adoção de modernas tecnologias, visando ao crescimento da produtividade. Essa modernização tem sido decisiva para que a atividade leiteira passe de um modelo extrativista para um modelo competitivo e sustentável.

Tal processo adquiriu uma velocidade inesperada para a nossa realidade, transformando rapidamente o setor leiteiro. Alguns requisitos básicos para que ocorram mudanças nos sistemas de produção de leite são o uso de animais especializados, bom manejo reprodutivo, sanitário e nutricional e, principalmente, o fornecimento de condições adequadas de conforto, especialmente térmico. Esses requisitos independem do sistema de produção adotado, seja ele baseado em pastejo ou em confinamento, com alto ou baixo nível de concentrado, com vacas Holandesas, Jerseys, Pardas Suíças ou mestiças.

Os novos modelos de desenvolvimento da pecuária são caracterizados por sistemas com tecnologias que se baseiam nos princípios de sustentabilidade de produção. Devem gerar uma pecuária que tem como prioridade o conforto e o bem estar dos animais. Pesquisas vêm comprovando que o fator bem estar animal é determinante na viabilidade técnica e econômica dos sistemas de produção. A partir dessa premissa básica é que poderemos definir os modelos mais adequados para a nossa realidade, evitando novos equívocos, como foi a implantação de sistemas super intensivos.

Os princípios gerais da criação dos animais em sistemas sustentáveis devem ser baseados na ideia de que as espécies e raças devem ser escolhidas a partir da sua capacidade de adaptação às condições edafoclimáticas de cada propriedade. O estudo das relações entre animal e ambiente já define muito bem as limitações e capacidade de se adaptar em determinada região. A partir do conhecimento da estrutura  fisiológica do gado, então, é possível definir a  raça a ser criada e o melhor manejo, visando favorecer a melhor produção.

Desse modo, a lucratividade do setor vai depender de um elo entre os princípios corretos de manejo e um ambiente confortável e de alta qualidade para os animais. O entendimento das inter-relações básicas entre conforto animal, desempenho e lucratividade tem despertado grande interesse entre os técnicos do mundo todo, mas, apesar disso, muito ainda se tem a conhecer sobre essa interação entre o homem e os animais.


É um tanto difícil definir o que é conforto para um animal, mas, por observações cuidadosas e constantes do seu comportamento, saúde, produção e reprodução, pode-se determinar os agentes que afetam seu desempenho.

Talvez, o principal e mais importante fator a ser considerado para se tentar garantir conforto ao animal, em países localizados nas regiões tropicais e subtropicais, é o de minimizar o efeito do clima, ou seja, evitar que ele sofra as ações do estresse calórico. As condições climáticas nessas regiões são um grande desafio aos produtores por afetarem os três tipos de processos básicos dos animais: manutenção, reprodução e produção de leite.

Para que haja sucesso na atividade leiteira, todos esses processos têm que ser otimizados  e é nesse contexto que se insere os estudos do comportamento dos animais por meio de suas reações aos ambientes físicos, sociais e biológicos. Ao se conhecê-las, pode-se avaliar seu grau de adaptação, o que se reflete no desempenho produtivo e reprodutivo.
Disponível em: <http://www.cpt.com.br/artigos/bem-estar-animal-diretamente-relacionado-produtividade-atividade-leiteira> Acesso em: 27/09/2011

Brasil:potência científica na pecuária

A pesquisa em agricultura e pecuária no cerrado brasileiro é capaz de contribuir para o desenvolvimento do meio rural nas regiões tropicais do planeta, em consonância com os anseios de organizações e instituições internacionais, que defendem um novo modelo econômico baseado na baixa emissão de carbono para a atmosfera, no suprimento de energia limpa e renovável e na preservação de recursos naturais, o que, em síntese, costuma-se chamar de “economia verde”.


Esse ponto de vista foi destacado pelo diretor-presidente da Embrapa, Pedro Antonio Arraes Pereira, na conferência “Cerrado, Água, Alimento, Energia e Pesquisa Agropecuária”, realizada na segunda-feira (11 ) na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), evento que está acontecendo na Universidade Federal de Goiás (UFG) até esta sexta-feira(15) e que reúne pesquisadores e estudantes do país e do exterior, além de autoridades políticas.

De acordo com Pedro Arraes, algumas tecnologias desenvolvidas no país e que o tornaram referência em agropecuária tropical para o mundo vão ao encontro da “economia verde” e podem ser levadas para outras regiões do planeta.

“O cerrado, ou savanas, estão presentes não só no Brasil e nós temos como contribuir para fazer nosso conhecimento emergir para locais como Colômbia, Venezuela e interior da África”, disse Pedro Arraes.

Dentre as tecnologias passíveis de disseminação para outros países e que se encaixam nos preceitos de uma economia com menos impactos negativos ao meio ambiente, Pedro Arraes citou o sistema plantio direto e o aprimoramento do manejo do solo; o controle integrado de pragas, que conjuga o combate de insetos nocivos às culturas com seus predadores naturais; e a integração lavoura, pecuária e floresta, que aumenta a produtividade por unidade de área e auxilia a reduzir o desmatamento.

Contudo, Pedro Arraes observou que a pesquisa ainda não possui todas as respostas para equacionar plenamente questões colocadas no esforço por um desenvolvimento menos poluente, mas que o Brasil é um dos países, cujo peso da atividade econômica agropecuária e o conhecimento científico podem servir ao mundo.

“É preciso debater, como na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente em 2012), quais são os princípios para a mudança ambiental e energética e talvez o Brasil seja o país que possa conseguir fazer isso”.
Cerrado Brasileiro

Em sua conferência na SBPC, Pedro Arraes fez um panorama da evolução da agropecuária no cerrado brasileiro, a partir de meados do século passado, com a transição do paradigma da produção tradicional para a moderna, orientada por ganhos de produtividade, e dos fatores desse processo relacionados a políticas públicas, a arranjos institucionais e a investimentos para geração de conhecimento científico.

O balanço desse empenho feito pelo dirigente da Embrapa foi que a incorporação do cerrado ao sistema produtivo fez com que o bioma também contribuísse para que o agronegócio brasileiro avançasse a quase 30% de impacto em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e à geração de empregos no país, bem como à redução do preço de alimentos nas cidades e à presença marcante da agricultura familiar no abastecimento do mercado interno.

Ainda como resultado desse panorama, Pedro Arraes citou o passivo causado sobre o meio ambiente no meio rural e a necessidade atual de se avançar nesse aspecto, conciliando a agricultura como provedora igualmente de serviços tanto sociais quanto ambientais.

“No contexto das políticas públicas pretendemos elevar o meio rural como mola propulsora de descarbonização de toda a agricultura; no passado, trabalhamos apenas visando o potencial econômico, mas hoje se faz necessário trabalhar também o social e o ambiental, entre eles, por exemplo, as questões de energia alternativa, biomassa, energia eólica e outros tipos de energia alternativas que precisam ser desenvolvidas”, observou.

Em sua exposição final Pedro Arraes, concluiu que existe a necessidade de valorizarmos o meio rural, com foco nos espaços de diálogos e convívios e voltados para uma perspectiva de pesquisa agrícola sustentável.

Fonte: Conselho Federal de Medicina Veterinária

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UE cobra bem-estar dos animais ao Mercosul

Editora Globo
organização Eurogrupo pelo bem-estar dos Animais pediu  União Europeia que exija aos produtores de carne do Mercosul (bloco formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) os mesmos requisitos sobre bem-estar animal que devem cumprir o setor do gado europeu. 


O Eurogrupo afirmou que a UE deve "erradicar o sofrimento animal" em todas as suas trocas internacionais, conforme comunicado divulgado por causa das negociações entre Bruxelas e o bloco latino-americano para um acordo de livre-comércio
A organização mostrou sua "consternação" na investigação de uma de suas associações, GAIA, sobre a produção de carne de cavalo na América do Sul na qual, segundo a nota, constatou "maus-tratos graves de milhares de animais por ano", assim como práticas "proibidas na UE". 
Acompanhamento


O grupo ressaltou que os animais são transportados e sacrificados em condições inaceitáveis e que a carne desses países acaba nas estantes dos supermercados europeus, enquanto os consumidores da UE não são conscientes do sofrimento que envolveu a produção desses alimentos. A organização acrescentou, ainda, que nessas nações é difícil fazer acompanhamento dos animais em todas as fases da cadeia de produção alimentícia. 


"Apesar disto, a UE, que tem legislação estrita sobre bem-estar animal, está discutindo novos acordos com os países do Mercosul, que permitirão aumentar as importações de carne", segundo o Eurogrupo. 

"Isto é extremamente alarmante porque os cidadãos europeus esperam que toda a comida vendida na UE, produzida na Europa ou importada, contemple os mesmos padrões sobre bem-estar animal e segurança alimentar", declarou a diretora de Eurogrupo, Sonja van Tichelen.
 Além disso, o Eurogrupo considera "vital" que os especialistas da União Europeia sejam "responsáveis" e respeitem o bem-estar animal, porque "nenhum varejo pode justificar a venda de produtos obtidos como resultado desse sofrimento animal horrível", segundo o comunicado.
Fonte:  Matéria publicada no dia 13/04/2011 na  Revista Globo Rural

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Leishmaniose visceral canina

Leishmaniose Não! Proteja o seu cão (Leishmaniose Visceral Canina)
A Leishmaniose visceral canina é uma doença grave que acomete vários mamíferos, transmitida por um protozoário que tem o nome científico de Leishmania chagasi (infantum). O seu principal transmissor (vetor) é um inseto (flebotomíneo), da espécie Lutzomyia longipalpis, também conhecido como “mosquito palha”. O contágio em cães e no homem ocorre através da picada do inseto infectado.
O cão é considerado um importante reservatório do parasita pela sua proximidade com o homem e constitui o principal elo na cadeia de transmissão de Leishmaniose visceral nas zonas urbanas. Há outros animais silvestres que podem servir de hospedeiros intermediários desta doença, mas é impossível pegar a doença por contato direto com esses animais.
A Leishmaniose não é transmitida através de lambidas, mordidas ou afagos. O contágio ocorre somente através da picada da fêmea infectada do “mosquito palha”.

Mapa da leishmaniose visceral humana no Brasil

Abaixo podemos ver as principais áreas de risco da Leishmaniose visceral humana. E no caso da Leishmaniose visceral canina as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, são as mais prevalentes, porem a doença tem avançado também nos Estados da região Sudeste.
Mapa da leishmaniose visceral canina no Brasil

Principais sintomas

O aparecimento dos primeiros sintomas da Leishmaniose, após a transmissão pela picada do “mosquito palha”, pode demorar semanas ou até alguns anos; cerca de 20% dos animais infectados podem nunca manifestar sintomas. A maioria dos animais aparenta estar saudáveis na época do diagnóstico clínico, mas quando desenvolvem a doença podem apresentar os seguintes sintomas:
  • Apatia (desânimo, fraqueza, sonolência);
  • Perda de apetite;
  • Emagrecimento rápido;
  • Feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda (que demoram a cicatrizar);
  • Pelos opacos, descamação e perda de pelos;
  • Crescimento anormal das unhas (onicogrifose) com o avanço da doença;
  • Aumento abdominal (“barriga inchada” pelo aumento do fígado e do baço);
  • Problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular);
  • Diarreia, vômito e sangramento intestinal.
Emagrecimento decorrente da Leishmaniose Visceral CaninaCanina_219   Cão com lesões cutâneas decorrente da Leishmanisose visceral canina

Cão com lesões cutâneas nas orelhas decorrente da Leishmaniose visceral canina   Onicogrifose ou crescimento anormal das unhas

Diagnóstico

Ainda não existe um método de diagnóstico que seja 100% específico para identificação da Leishmaniose visceral canina. Porém, a associação dos vários métodos disponíveis permite a obtenção de diagnósticos com boa sensibilidade e especificidade. Ao observar que seu animal está com sintomas que podem ser indicativos de Leishmaniose, é importante que você consulte um veterinário de sua confiança o mais rápido possível.
O diagnóstico da Leishmaniose é complexo e requer a realização de vários exames laboratoriais associados ao exame clínico para se chegar a um resultado definitivo. Geralmente, são realizados exames iniciais de triagem, chamados exames sorológicos (ELISA e RIFI) e depois devem ser solicitados os exames parasitológicos ou moleculares para confirmar a infecção. Não existem métodos de diagnóstico que sejam 100% confiáveis.
Portanto, recomenda-se:
  • Utilizar sempre mais de um método diagnóstico durante o exame de um animal suspeito de estar com Leishmaniose visceral canina, pois o uso isolado de determinada técnica pode dar margem à ocorrência de falsos negativos ou falsos positivos.
  • Peça ao veterinário que acompanhe a etapa de coleta do material para garantir que a mostra seja adequadamente coletada e conservada, e que seja enviada a um laboratório credenciado e de confiança.
  • Sempre realizar um exame parasitológico ou molecular para confirmar a infecção.

Como você pode ajudar?

Como a Leishmaniose visceral canina é uma doença grave e seu tratamento é complexo, a prevenção é a estratégia mais recomendada para o controle dessa doença.
O controle do inseto transmissor é considerado a melhor opção na luta contra a doença, segundo a Fundação Nacional da Saúde.

Cuidado com áreas de potencial contágio

Os donos dos cães devem observar alguns cuidados em áreas úmidas ou de decomposição de lixo:
  • Evitar acúmulos de lixo no quintal e descartar o lixo adequadamente: é uma maneira de contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos.
  • Manter o ambiente do cão, o quintal ou a varanda sempre limpos, livre de fezes e acúmulo de restos de alimentos e folhagens.
  • Manter a grama e o mato sempre cortados, com retirada de entulhos e lixo, evitando a formação de uma fonte de umidade e de matéria orgânica em decomposição.
  • Utilizar spray repelentes ou inseticidas ou cultivar plantas com ação repelente, como a citronela ou neem, no ambiente.

Medidas para proteger o seu cão da leishmaniose visceral canina

  • Vacine o seu cão anualmente com vacinas específicas para a Leishmaniose. Atualmente existem duas vacinas licenciadas pelo MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: a Leishtec® e a Leishmune®
  • Utilize coleiras impregnadas com inseticidas (Scalibor®: trocar a cada seis meses) ou produtos spot on (solução em gotas aplicadas topicamente) de ação prolongada, que devem ser reaplicados a cada mês, inclusive ao transportar os animais para outras regiões
  • Evite passeios com o seu cão no final da tarde e início da noite, que é o horário de maior atividade do mosquito palha
  • Use telas de malha bem fina no canil ou na casinha do cachorro, nas portas e janelas de sua casa
  • Utilize plantas com ação repelente a mosquitos (como citronela e neem)
  • Manter o abrigo do seu cão sempre limpo, sem fezes ou restos de alimento.

Conheça a legislação sobre Leishmanioses

PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.426, DE 11 DE JULHO DE 2008, que proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e A bastecimento.
DECRETO Nº 51.838, DE 14 DE MARÇO DE 1963, que baixa normas técnicas especiais para ocombate às leishmanioses.

Fonte:  WSPA- Brasil

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Mastite Bovina

Doenças do Gado Leiteiro: Mastite em Bovinos – Inflamação das Mamas

Entre as várias doenças do gado, a mamite ou mastite bovina, é caracterizada pela inflamação da glândula mamária das vacas leiteiras. É causada pelos mais diversos agentes. Os agentes mais comuns causadores de mastite na pecuária leiteira são as bactérias dos gêneros estreptococos e estafilococos. Outros importantes agentes causadores de mamite bovina são os coliformes.
O trabalho no controle da mastite bovina deve ser feito de maneira preventiva, pois é uma doença que está sempre para surgir repentinamente. Esta é uma doença relacionada ao manejo do gado leiteiro. Para se fazer uma prevenção adequada, é preciso considerar todo o manejo da propriedade. Quando os índices de mamite bovina se elevam, significa que uma ou mais ações dentro do manejo bovino está sendo executada de forma inadequada. Vale ressaltar que esta doença do gado leiteiro é rara e pode acometer qualquer uma das vacas em lactação.
Vaca com Mastite Bovina e outra com Mamas Resistentes à Doença
Vaca com Mastite Bovina e outra com Mamas Resistentes à Doença

Dentro deste manejo da propriedade devemos levar em consideração todo o processo realizado com os rebanhos bovinos diariamente dentro da propriedade rural, desde quando a criação de gado no pasto, vão para a ordenha e voltam para o pasto.
Não importando a forma de ordenha do leite, seja ela mecânica ou manual, deve ser observada a condução de todas as partes do processo, tendo em vista que  um dos grandes causadores da mamite bovina é a má condução da ordenha. No processo com ordenha mecânica de leite, os equipamentos devem ser utilizados como os fabricantes recomendarem. As trocas de peças e borrachas devem ser executadas dentro do que for estipulado, assim como o nível de vácuo deve estar conforme o recomendado, já que tanto o excesso como a falta deste vácuo são grandes fatores predisponentes para o aparecimento da mamite bovina.

Sintomas e Tratamento da Mastite Bovina no Rebanho de Gado de Leite

O teste prático que apresenta maior eficiência é o da caneca telada ou de fundo escuro, o qual deve ser feito a cada ordenha de leite. Ele detecta a mamite bovina clínica logo nos primeiros jatos de leite. Quando esta aparece, há um depósito de leucócitos (células de defesa) no canal da teta e estes leucócitos formam grumos que conseguem ser visualizados já nos primeiros jatos de leite. Estes primeiros jatos devem ser depositados na caneca de fundo escuro ou telada, onde os grumos serão visualizados mais facilmente devido ao contraste do fundo da caneca com os próprios grumos, que ficam mais aparentes. Quando isso ocorre, estamos diante da mamite bovina clínica.
Além do teste da caneca telada, há vários testes que podem auxiliar no diagnóstico da mastite bovina. O “CMT” (“California Mastitis Test”) é um teste que pode ser realizado no campo, muito prático, porém deve ser executado por profissional treinado. A contagem de células somáticas (“CCS”) é outro exame, feito em laboratório, que é usado para diagnóstico da mastite em bovinos. Estes dois métodos de diagnóstico são utilizados para diagnosticar a mamite bovina subclínica, que ocorre com certa freqüência no rebanho de gado. É a mamite bovina que não podemos enxergar a olho nu, porém é a precursora da mamite em bovinos clínica, a qual pode ser vista a olho nu.
Outro teste que pode auxiliar no diagnóstico da mamite bovina é a cultura.  Uma porção do leite afetado serve de amostragem e uma cultura em laboratório é feita. Este exame é utilizado para identificar o causador da mamite bovina.
Nestes casos assim, o animal deve ser retirado do recinto e sua ordenha deverá ser feita após os outros sadios terem sido ordenhados. Dependendo da gravidade da mamite bovina, o animal deve ser ordenhado fora do local de ordenha, para que não contamine o ambiente. Se a mamite bovina for crônica o animal deverá ser descartado.
O tratamento das vacas com mamite bovina varia de acordo com o caso apresentado. Em geral, os tratamentos devem ser precedidos de ordenhas sucessivas, em torno de quatro no período do dia, e havendo necessidade de medicamento tratar somente após a ultima ordenha.
Há medicamentos próprios para vacas em fase seca. Existe no mercado vários medicamentos para  prevenção de vacas neste período de descanso. É bom lembrar ainda, que estes medicamentos nunca devem ser utilizados para tratar a mamite bovina comum, tendo em vista que eles são próprios para a prevenção da mamite bovina no período seco.
No caso de controle adequado da mamite bovina, pode-se utilizar a linha de ordenha em que primeiramente são ordenhadas as vacas sadias, depois as que já tiveram mamite e foram curadas e, por fim, aquelas que estão sendo tratadas.
Fonte: Milkpoint

Dicas para prevenir e controlar a mastite
  • A higiene de ordenha e do ambiente é fundamental para a prevenção das mastites.
  • Os tratamentos dos casos clínicos diagnosticados durante a lactação devem ser feitos imediatamente.
  • Os animais afetados devem ser separados na ordenha ou deixados por último.
  • É fundamental fazer a terapia da vaca seca.


Não esqueça também
  1. Ordenhar os animais em ambiente limpo e calmo;
  2. Revisar freqüentemente o sistema de ordenha (ordenhadeira) e reparar imediatamente as alterações (vácuo, teteiras com fissuras ou muito velhas, etc);
  3. Fazer sempre os procedimentos de limpeza e desinfecção do sistema de ordenha de acordo com as normas dos fabricantes;
  4. Lavar com água limpa e de boa qualidade apenas os tetos muito sujos. Secar com papel-toalha descartável após a lavagem;
  5. Realizar o pré-dipping, ou seja, mergulhar os tetos completamente em solução desinfetante apropriada;
  6. Esperar 30 segundos, colocar as teteiras e ordenhar;
  7. Retirar as teteiras e realizar o pós-dipping com solução desinfetante apropriada;
  8. Fornecer volumosos de boa qualidade e em boa quantidade logo após a ordenha. Isso faz com que os animais fiquem de pé pelo maior período de tempo possível, uma vez que o esfíncter dos tetos leva entre 40 minutos e 2 horas para se fechar completamente;
  9. Se possível, estabelecer a "Linha de Ordenha", ou seja, ordenhar primeiros as vacas que nunca tiveram mastite e depois as que tiveram a doença, mas estão curadas e, por último, aquelas com doença estabelecida;
  10. Tratar todos os quartos mamários de todo as vacas à secagem;
  11. Após a secagem, manter as vacas em ambiente limpo e seco.

Fonte: Merial Brasil

Material: Mastite Bovina: Etiologia, Epidemiologia, patogenia e clínica




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